Os Estados Unidos da América
exercem uma influência muito grande no nosso mundo. Seja na hora de decidir se
haverá (ou não) uma guerra, por meio do seu poder de voto como um dos 5 países
do Conselho de Segurança da ONU (United
Nations Security Council, em inglês) que tem o poder do veto, ou na hora de
decidir se um país será (ou não) ajudado pelo Fundo Monetário Internacional (International Monetary Fund, em inglês),
sendo os EUA o único com poder de veto. Mas esse “poder” que os EUA tem não são
vistos somente no papel. De acordo com o Ranking Mundial de Poder de Fogo (Global Firepower Ranking, no original),
os EUA é o país com a maior força militar do mundo. Traduzindo, ele tem o
melhor exército do mundo. É claro que a maneira como o índice de poder é avaliado
pode favorecer um país ou outro, mas no site do ranking, existe a opção de
“comparar países” (“compare countries”, em inglês), e é aí que o poder militar dos EUA
realmente aparece. Comparando os EUA com o segundo colocado no Ranking, a
Rússia, é possível observar que em muitos aspectos os EUA superam os da Rússia,
mas e vários outros o oposto acontece, com a vitória Russa. Mesmo assim, usando
os dados do Índice de Poder (Power Index,
em inglês), os EUA se mostram aproximadamente 0,015 pontos mais próximos do
determinado como ideal (que seria o valor 0,000) do que a Rússia. Agora, como
todas essas informações sobre os EUA se transformam em uma influência real no
nosso mundo? Vamos deixar essa questão de lado por um tempo para tratar de um
outro assunto.
A Guerra
do Vietnã foi uma guerra que começou sem o envolvimento americano. Ela começa
com a invasão Russa no território do Vietnã, que foi apoiada pelo Vietnã do
Norte. A entrada dos EUA na guerra se deu com a justificativa de “impedir com o
avanço comunista pelo mundo” e de “ajudar o Vietnã do Sul a combater a invasão
comunista”. Mas a entrada só foi oficial quando alguns barcos americanos foram
“atacados” por vietnamitas do norte. Alguns detalhes importantes: os barcos
americanos estavam espionando o Vietnã do Norte, e nunca foram atacados. Esse
era só um pretexto do governo americano para pode invadir o entrar na guerra. E
qual era a importância, afinal, do governo dos EUA em entrar na guerra? O que
tinha de tão interessante em uma guerra para os EUA criarem uma “desculpa” para
entrar nela? Medo. O medo que os EUA capitalista em meio a guerra fria tinha no
avanço das tecnologias militares Russas. Isso, combinado com muitos outros
fatores justificava completamente, pelo olhar dos EUA, sua entrada na guerra.
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Aviões americanos bombardeando o território do
Vietnã do Norte. |
Agora, vamos retomar a pergunta que foi deixada em
aberto no primeiro parágrafo. O que os números sobre o exército americano vão
influenciar no nosso mundo? Para saber a resposta para essa pergunta, é só
analisar o contexto após a saída dos EUA do Vietnã devido a um fracasso
militar. Depois da guerra, os estragos causados pelas armas químicas (que mesmo
sendo proibidas pela ONU foram usadas pelos americanos) e a proibição imposta
pelos EUA de que nenhum país capitalista poderia fazer negócios com o recém
unificado Vietnã socialista fez com que o destino do Vietnã estivesse fadado ao
fracasso. E, como era de se esperar, assim foi. O país sofria com uma inflação
de 700% ao ano, o que durou por um pequeno período depois da guerra. E, em
2005, ao tentar processar, por meio da Associação Vietnamita do Agente Laranja,
as companhias americanas que desenvolviam a mais perigosa das armas químicas
que foram usadas pelos americanos na guerra, o Agente Laranja, que se manteve
efetivo por mais de 40 depois do fim da guerra por onde foi lançado, o processo
foi negado pois não havia, nos autos do processo, nada que “comprovasse que o Agente Laranja tenha causado as doenças a ele
atribuídas”. Em 1984, veteranos norte-americanos da guerra do Vietnã haviam
aberto um processo com os mesmos motivos apresentados pela Associação
Vietnamita do Agente Laranja, ganharam o processo em um acordo de 93 milhões de
dólares com as companhias. Armas químicas, desastre econômico. Esses são os
motivos que levam a submissão da maior parte dos países do mundo aos EUA.
Avançando
um pouco no tempo, a sociedade americana evoluiu. O pensamento “anti-comunista”
foi sendo deixado de lado para a entrada de uma outra ideia, a ideia
“anti-terrorismo”. No governo de George W. Bush, filho do ex-presidente
americano George H. W. Bush (que foi eleito usando a bandeira anti-comunista),
o presidente começou a usar uma bandeira anti-terrorista, usando como inimigo a
organização terrorista Al-Qaeda, comandada na época pelo falecido Osama
Bil-Laden. Na sua política anti-terrorista, Bush propunha uma invasão ao
Iraque, com o objetivo de tirar do poder Sadam Hussen, que ele dizia ter
ligações com a Al-Qaeda e de procurar instalações onde o Iraque estaria,
teoricamente, produzindo armas de destruição em massa. Nem antes, nem durante,
nem depois da guerra do Iraque essas informações foram comprovadas. Um filme
que ilustra muito bem a situação do exército americano no Iraque é “Zona Verde”
(“Green Zone”, título original), onde
um sargento do exército americano que investiga as áreas onde a Inteligência
Americana diz que existem fábricas de armas de destruição em massa, e, em
nenhum dos locais onde ele havia sido mandado procurar, foram encontradas
evidências de que, em algum momento, armas haviam sido produzidas lá. Com o surgimento da política “anti-terrorista”
de Bush, o seu governo assumiu um outro tom, e começou a ser conhecido por
outro nome. Governo do Medo.
O Governo
do Medo é o termo usado para descrever o governo de George W. Bush, onde todas
as suas ações eram justificadas com o fim de acabar com a ameaça terrorista à
America e ao mundo, como parte de sua “Guerra ao Terror”. Parece familiar?
Lógico, se assemelha muito com a política americana anti-comunista e com a
justificativa americana para entrar na Guerra do Vietnã. É claro que elas se
parecem, pois ambas funcionam usando a mesma engrenagem, a Indústria da Guerra.
Essa é a
Indústria que é uma das bases da economia americana. A produção, distribuição,
exportação e investimento em armamento de guerra é uma grande engrenagem que
move o sistema econômico americano. Sem guerra, o investimento e a produção das
armas perde parte do seu sentido, então existe uma necessidade natural de se
envolver em uma guerra. Além do mais, a guerra pode trazer benefícios para os
EUA, como a diminuição no preço de produtos que são essenciais, logo, tudo
funciona perfeitamente, como uma máquina.
Com as
recentes mudanças no governo americano, a guerra foi sendo deixada de lado, a
partir do governo Obama (2009-presente), começaram várias políticas com o
objetivo de diminuir os conflitos, e, em junho de 2011, foi declarado o início
da retirada dos soldados americanos e equipamentos da do Afeganistão, guerra
que teve início na campanha do Bush contra o terrorismo, com o objetivo de
achar e capturar (vivo ou morto) Osaba
Bin-Laden. Objetivo este que foi atingido no dia 2 de maio de 2011, em uma
operação militar dos EUA em cooperação com o governo do Paquistão. Mesmo com o
início de um período sem guerras, os gastos anuais dos EUA com segurança ainda
impressionam, chegam a atingir quase 700 bilhões de dólares. E, é por estes e
outros motivos que os EUA são uma das nações mais temidas, e respeitadas, do nosso
planeta.